15 Anos

A valsa de 15 anos: como montar, ensaiar e emocionar

Por Pâmela Andrade4 min de leitura
A valsa de 15 anos: como montar, ensaiar e emocionar

A valsa é, para muita gente, o momento da festa de 15 anos. É quando o salão fica em silêncio, todo mundo pega o celular e a aniversariante para um instante no meio de tanta agitação. Já vi pais chorarem ali. Já vi avós que mal andavam levantarem para dançar. E também já vi valsas longas e ensaiadas demais que perderam a graça. A diferença entre uma coisa e outra está nas decisões que você toma com semanas de antecedência.

Escolher a música é escolher o tom

Antes de pensar em passo, escolha a música. Ela define se a valsa vai ser clássica, romântica ou mais leve e atual. Não precisa ser uma valsa de verdade, no sentido técnico. Pode ser uma música que tenha história na família, uma que a aniversariante ama, uma que faça o pai dela engasgar só de ouvir.

Dou alguns critérios práticos que uso com as debutantes:

Quando a música tem sentido real, a coreografia quase se monta sozinha, porque ela já carrega a emoção.

Quem dança com a aniversariante

Não existe regra fixa, e essa liberdade é ótima. O mais comum por aqui ainda é abrir com o pai. Mas vejo cada vez mais arranjos diferentes, e todos lindos: começar com o avô, dançar com a mãe, incluir o padrasto que ajudou a criar, chamar o irmão mais velho.

Tem um formato que adoro: a valsa em etapas. A menina troca de par ao longo da música, passando do pai para o avô, depois para os tios, e fecha com o grupo de amigos invadindo a pista. Cada troca é um pico de emoção. Se a família é grande e unida, funciona muito bem.

Para quem não tem uma figura paterna presente, e isso é mais comum do que se imagina, a valsa pode ser com a mãe, com os avós ou só com os amigos. Não force uma cena que não condiz com a vida real da aniversariante.

Montar a coreografia de um jeito simples

Coreografia de valsa não precisa de academia de dança nem de seis meses de aula. O que funciona é simples e bem executado. Alguns giros, uma caminhada elegante, um momento de abraço com o pai, a chegada dos amigos para a parte animada.

Se a debutante e a família quiserem algo mais elaborado, vale contratar um coreógrafo por algumas aulas. Mas seja honesta sobre o quanto cada pessoa vai conseguir ensaiar. De nada adianta uma coreografia linda no papel se o avô não consegue decorar, ou se o pai trabalha o dia inteiro e não aparece nos ensaios.

Ensaiar com calma e com humor

Marque os ensaios com antecedência, idealmente começando uns dois meses antes. Não deixe para a semana da festa, porque aí o nervosismo já está alto e ninguém aprende direito sob pressão.

Algumas coisas que ajudam muito:

E leve com leveza. Os melhores momentos da valsa nascem dos erros engraçados do ensaio, daquele tio que pisa no pé, da risada que solta a tensão.

Alternativas modernas à valsa tradicional

Nem toda aniversariante se vê numa valsa clássica, e tudo bem. Já fiz festas em que a menina trocou a valsa por uma dança coreografada com as amigas, ao som da música favorita dela. Outras preferem um momento mais intimista, só com os pais, sem plateia em volta. Tem quem misture: começa romântica e emenda numa abertura de pista animada que puxa todo mundo.

A música certa para cada parte da noite faz diferença em todos esses momentos, e falei sobre isso com mais detalhe no post sobre a trilha sonora da festa de 15 anos, do cortejo à pista.

A valsa emociona quando é verdadeira, não quando é perfeita. Escolha pessoas que importam, uma música que diga algo e ensaiem o suficiente para curtir o momento sem medo de errar.

Se você quer ajuda para desenhar esse momento de um jeito que combine com a sua filha, fale comigo. Adoro pensar a valsa junto com cada família, porque cada uma tem uma história diferente para contar ali no meio do salão.

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