Assessoria & Cerimonial

Como a assessoria coordena os fornecedores no dia

Por Pâmela Andrade4 min de leitura
Como a assessoria coordena os fornecedores no dia

No dia do evento, oito, dez, às vezes quinze fornecedores diferentes chegam ao mesmo espaço, cada um com a própria pressa e o próprio jeito de trabalhar. Buffet, decoração, som, iluminação, fotografia, bar, bolo, a lista não acaba. Se ninguém estiver no comando dessa orquestra, o resultado é caos. Entender como a assessoria coordena os fornecedores no dia é entender por que a diferença entre um evento tranquilo e um nervoso quase sempre está nos bastidores.

Vou te mostrar como esse alinhamento acontece, do começo da montagem ao último caminhão que vai embora.

Tudo começa antes, no roteiro operacional

A coordenação do dia não nasce no dia. Ela é fruto de um documento que eu monto nas semanas anteriores, que chamo de roteiro operacional. É ali que está escrito, minuto a minuto, o que precisa acontecer e quem é o responsável por cada coisa.

Esse roteiro define os horários de chegada de cada fornecedor, e isso é mais estratégico do que parece. A decoração não pode chegar junto com o buffet, porque um atrapalha o outro. O som precisa montar e testar antes dos convidados, nunca durante. A iluminação tem que estar pronta antes de cair a noite, principalmente em festas de inverno aqui na região, quando escurece cedo.

Eu envio esse roteiro para todos os fornecedores com antecedência e confirmo um a um. Assim, quando o dia chega, ninguém está adivinhando. Cada um sabe a que horas entra, onde se posiciona e quanto tempo tem.

A montagem: a fase mais crítica

A montagem é onde mais coisa pode dar errado, e é onde eu fico mais atenta. Os fornecedores chegam em sequência, e o meu papel é garantir que essa sequência se respeite.

Na prática, eu ou um assistente recebemos cada equipe, mostramos o espaço, indicamos onde fica a tomada, o banheiro, a área de apoio. Acompanhamos a decoração subindo para conferir se está conforme o combinado, não conforme a interpretação livre de quem montou. Conferimos a louça, o número de cadeiras, a posição das mesas em relação ao mapa de assentos.

Esse é o momento de pegar o erro enquanto ele ainda tem conserto. Se o arco de flores veio menor do que o contratado, ainda dá tempo de acionar o fornecedor. Se eu só fosse perceber com o salão cheio, não teria o que fazer.

Durante a festa: comunicação e timing

Com os convidados no espaço, o jogo vira gestão de tempo e comunicação. É aqui que eu seguro a engrenagem girando:

A comunicação acontece por fone ou rádio entre mim e a equipe, de forma discreta. O convidado vê uma festa fluindo sozinha. Não vê que, naquele exato segundo, eu estou avisando o bar que a fila cresceu ou pedindo para a cozinha adiantar a sobremesa.

Pagamentos e desmonte: o que ninguém quer pensar

Tem uma parte chata que alguém precisa cuidar, e não pode ser o anfitrião no meio da festa. Vários fornecedores recebem uma parcela no dia, em dinheiro ou transferência. Eu organizo isso antes, deixo os valores separados e identificados, e faço a entrega no momento combinado para que ninguém apareça cobrando o noivo na pista.

O desmonte segue a mesma lógica do roteiro, só que ao contrário. Cada fornecedor tem hora para recolher seu material, e o espaço quase sempre tem horário limite de entrega. Eu fico até o fim garantindo que tudo saia, que nada importante seja esquecido e que o local seja devolvido como combinado, evitando aquela multa surpresa.

Imprevisto faz parte, mesmo com tudo planejado. Já escrevi em detalhes sobre como a assessoria lida com imprevistos no dia do evento, que anda de mãos dadas com essa coordenação.

No fundo, coordenar fornecedores é tirar de cima do anfitrião um trabalho invisível e estressante, para que ele viva o próprio evento. Se você quer entender como eu organizo esse roteiro para o seu dia, vamos conversar.

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