Planejamento & Orçamento

Como dividir o orçamento do evento por categoria

Por Pâmela Andrade4 min de leitura
Como dividir o orçamento do evento por categoria
Foto: @thaisgangafotografia

Depois que o casal define quanto pode investir, vem logo a pergunta: e agora, quanto vai para cada coisa? Saber dividir o orçamento do evento por categoria é o que separa uma festa que fecha tranquila de uma que aperta nos últimos meses. Eu costumo apresentar percentuais de referência para os casais que acompanho, mas já aviso de cara que nenhum desses números é lei. Eles servem para você enxergar a proporção e perceber rápido quando alguma fatia está pesando mais do que devia.

Os percentuais que uso como ponto de partida

Pense nesses valores como um mapa, não como uma regra fechada. Sobre o total que vocês têm para gastar, costumo trabalhar com algo nessa linha:

Se você somar tudo, vai notar que estoura um pouco os cem por cento em alguns cenários. É proposital. Quase nenhum casamento cabe inteiro na fatia ideal de todas as categorias ao mesmo tempo, e é justamente por isso que a etapa seguinte existe.

Por que isso varia tanto

A maior fonte de variação é o tipo de festa. Um almoço para sessenta pessoas num espaço com vista divide o dinheiro de um jeito completamente diferente de uma festa para duzentos convidados que vai até de madrugada. No segundo caso, buffet e bebida engolem uma fatia ainda maior, e sobra menos para o resto.

O número de convidados manda em quase tudo. Quanto mais gente, mais a categoria de espaço e buffet cresce e empurra as outras para baixo. Aqui em Belo Horizonte também pesa a região do espaço, a estação e se a data cai em alta temporada. Um sábado de maio custa diferente de uma quinta-feira de fevereiro.

Por isso eu desconfio de quem promete uma divisão única que serve para todo mundo. Serve para começar a conversa, não para fechar a conta.

Como ajustar conforme as prioridades de vocês

Aqui está a parte que de verdade importa. Sentem os dois e decidam, antes de contratar qualquer coisa, o que mais importa para vocês. Não dá para colocar tudo no topo. Escolher é o trabalho.

Para um casal que sou suspeita de adorar, a fotografia é sagrada, então a gente puxa essa fatia para cima e enxuga a decoração, apostando em flores de época e num espaço que já é bonito por si. Para outro, a comida é o coração da festa, e aí o buffet leva uma parte maior enquanto a papelaria fica no básico bem feito. Vi gente cortar quase toda a verba de lembrancinha sem nenhum convidado sentir falta, e vi gente economizar no lugar errado e se arrepender.

A lógica é simples: definida a prioridade, ela recebe mais, e o restante trabalha com o que sobra. Quando uma fatia cresce, outra precisa encolher. Não existe esticar o total no susto sem que a conta volte para te assombrar lá na frente.

A reserva não é categoria, é proteção

Faço questão de repetir isso com todo casal. Os 10 a 15 por cento de reserva não entram na disputa com as outras categorias. Eles ficam de lado para a lista que cresce na última confirmação, a taxa de serviço esquecida, a estrutura extra que a chuva obriga a alugar. Se sobrar no fim, vira presente para a lua de mel. Mas planeje como se fosse gastar.

Para entender de onde sai esse número total antes de dividi-lo, vale ler como montar o orçamento do casamento sem sustos no fim. É o passo que vem antes desta divisão e que sustenta tudo.

Se você quer ajuda para distribuir cada real com pé no chão e ainda acompanhar os pagamentos ao longo do caminho, é parte do que eu faço com os casais. Me chame para conversar e a gente monta essa divisão sob medida para o seu evento.

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