Planejamento & Orçamento

Quanto custa um casamento em Belo Horizonte

Por Pâmela Andrade4 min de leitura
Quanto custa um casamento em Belo Horizonte

Essa é a pergunta que eu mais ouço na primeira conversa, e também a mais difícil de responder com um número só. Quanto custa um casamento em Belo Horizonte depende de tantas variáveis que cravar um valor seria desonesto. Um casamento de cinquenta pessoas num restaurante charmoso e um casamento de trezentos num espaço de campo são festas que dividem só o nome. O que dá para fazer, e é muito mais útil, é entender o que pesa no orçamento e onde o valor sobe ou desce.

Vou abrir o jogo sobre como o custo se forma, do jeito que explico para os casais que atendo.

O que realmente pesa no orçamento

Se eu pegar dez orçamentos diferentes, os mesmos protagonistas aparecem no topo. A maior fatia quase sempre vai para alimentação e bebida, somando buffet, bar e bolo. Depois vem o espaço, que em alguns casos já inclui a parte de comida e em outros é cobrado à parte. Esses dois blocos costumam consumir mais da metade de tudo.

O restante se distribui entre decoração e flores, fotografia e vídeo, música, vestido e traje, beleza, papelaria e a própria assessoria. Cada categoria tem uma faixa enorme dentro dela. Decoração, por exemplo, vai de um arranjo discreto a um projeto que transforma o salão inteiro, e a diferença de preço entre os dois é gigante.

A regra que eu repito sempre: o número de convidados é o multiplicador de quase tudo. Cada pessoa a mais significa mais prato, mais bebida, mais convite, mais lugar para sentar, às vezes mais mesa de decoração. Cortar dez nomes da lista mexe no orçamento mais do que economizar numa categoria inteira.

Pensar em custo por convidado ajuda a enxergar

Em vez de mirar um valor total assustador, eu gosto de raciocinar por custo por convidado. Você soma os gastos que escalam com gente, divide pelo número de pessoas e descobre quanto custa, na média, cada cabeça na festa.

Esse número é poderoso por dois motivos. Primeiro, ele torna a decisão de cortar ou manter convidados muito mais concreta. Segundo, ele revela onde está o seu padrão. Um casamento mais enxuto e bem feito pode ter custo por convidado alto e total baixo, enquanto uma festa grande e simples faz o caminho contrário. Não existe certo, existe a escolha que combina com o que vocês querem.

Quando o casal entende isso, a conversa sobre orçamento fica madura. Em vez de “vamos cortar tudo”, a discussão vira “onde a gente quer gastar e onde aceita economizar”. Sobre essa divisão, vale ler como dividir o orçamento do evento por categoria, porque equilibrar as fatias é metade do trabalho.

Os fatores que mais mudam o valor em BH

Aqui em Belo Horizonte e região, alguns fatores mexem bastante no preço final:

Por isso eu trabalho com faixas, nunca com valor fechado, antes de conhecer o projeto. Faixa de porte pequeno, médio e grande, ajustada ao estilo que o casal quer. Conforme as escolhas vão se definindo, a faixa aperta e vira número de verdade.

Como começar sem se assustar

O caminho que eu recomendo é o contrário do que a maioria faz. Em vez de somar fornecedor por fornecedor e levar um susto no fim, defina primeiro quanto vocês querem e podem investir no total. Esse teto é o seu guia. A partir dele, a gente distribui as fatias e escolhe onde caprichar.

Casamento bonito não é o mais caro. É o mais coerente, aquele em que cada real foi para algo que importa para o casal. Já vi festas modestas emocionarem mais que produções enormes, justamente porque as escolhas tinham intenção.

Se você quer entender em que faixa o seu casamento se encaixa e como aproveitar melhor cada real aqui em BH, fale comigo. A gente conversa sobre o que vocês imaginam e eu te ajudo a transformar isso num orçamento que fecha.

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